segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Notícias avulsas...

Games ajudam médicos em cirurgias

Os jogos eletrônicos em geral sempre provocaram debates acalorados; algumas pessoas acreditam que eles fazem mal à saúde, enquanto outros entusiastas dizem que esse ponto de vista é exagerado e “tradicionalista”. Com isso em mente, vários estudos já foram e continuam sendo dedicados à discussão do tema. De qualquer maneira, um ponto que já foi confirmado é de que os games têm ajudado diversos médicos a treinarem e aperfeiçoarem suas habilidades de cirurgiões.
De acordo com o otorrinolaringologista, Salomão Carui, o videogame traz, basicamente, duas características que ajudam os médicos: “A primeira é a persistência. Nos games você precisa ser perseverante e aprender com os seus erros para passar de determinada fase e na cirurgia também; você precisa de paciência e não esquecer de que existem passos a serem cumpridos antes de passar para a próxima etapa da intervenção”, diz Carui. Segundo o doutor, a outra característica benéfica do game é a própria mecânica do controle: “Jogar videogame também ajuda na precisão e ‘mão firme’ na hora de uma cirurgia”, afirmou.


O médico possui um Nintendo Wii e passa as horas livres com o “Wii Sports”. “Gosto muito de jogos de competição multiplayer: corrida, shooters e esportes são os meus preferidos”, disse. Carui ainda afirma ter gostado de “Call of Duty 4: Modern Warfare” e “NBA 2007”, do Playstation 3. “Isso sem falar dos jogos de celular (mobile games) que sempre ‘ajudam’ durante algum vôo muito longo ou filas chatas”, diz.
Iniciativas
Apesar dos benefícios, no Brasil ainda não existe nenhum estudo específico sobre o assunto de games e medicina. Já nos Estados Unidos a organização Serious Games Initiative, criada em 2002, coordena a iniciativa “Games for Health”, que tem como objetivo, segundo o próprio criador do projeto David Rejeski, “acelerar o desenvolvimento de uma nova geração de ferramentas baseadas em softwares de games e projetos que melhorariam a qualidade, a prática e a educação de medicina no mundo”.
Em 2004 foi realizada a primeira Games for Health Conference, que reuniu mais de 100 profissionais da saúde para discutir o uso do videogame para benefício físico e mental da sociedade


E a organização não parou por aí: a conferência ainda é realizada anualmente e em novembro de 2007, a Fundação Robert Wood Johnson lançou o projeto Health Games Research (em inglês), com o objetivo de melhorar a efetividade de programas baseados em games para o uso médico. Para tanto a fundação liberou US$ 8.25 milhões para o estudo.
De acordo com Carui, no Brasil, mesmo com as informações sobre benefícios dos jogos eletrônicos, “ainda não é um tema de ampla discussão, mas seria muito interessante uma iniciativa similar ao dos Estados Unidos (Serious Games Initiative)”.

Treinamento
O conceito do uso de games com objetivos “mais sérios”, além do entretenimento, não é algo novo. Considera-se que o primeiro game baseado nessa premissa foi o “Army Battlezone“, um projeto que não deu muito certo e que foi coordenado pela Atari em 1980. O objetivo era treinar o exército americano com o game, mas a idéia não foi para frente na época. Atualmente o governo americano investe milhões de dólares na produção de simuladores de tiro e de estratégia para treinar os seus militares.

Fonte: Forum ArenaTurbo
Por: BeGOD

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